Dia do Orgulho Autista

A Comissão de Diversidade e Inclusão da OAB Niterói, presidida por Patrícia Prins Suárez, exalta o Dia do Orgulho Autista, celebrado neste 18 de junho. Esta data é importante por representar uma ocasião para que a sociedade tenha entendimento sobre o espectro do autismo e saiba das suas diferenças.

Apenas para esclarecer, o cérebro dessas pessoas é diferente de pessoas neurotípicas, que são aquelas que não estão no espectro autista.

Uma das hipóteses para o desenvolvimento do autismo está na formação dos neurônios durante o neurodesenvolvimento embrionário: os neurônios dos autistas apresentam um déficit na formação e destruição de sinapses, o que por sua vez alteram a qualidade e a quantidade dessas estruturas.

É preciso deixar claro que o autismo não é uma doença e sim uma deficiência, assim definido através da Lei 12.764/2012, a qual ajudou na política de inclusão dessas pessoas.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) também assegurou direitos aos autistas, inclusive em sala de aula. "Mas, as questões e angústias dos pais são grandes, como o depoimento ouvido por mim hoje, através da mãe participante do nosso grupo de apoio existente na OAB Niterói. Ela fez o seguinte desabafo: 'Como mãe, aceito as reações do meu filho. Mas, e o mundo? O chamarão de louco? Como será a vida adulta para ele? É preciso leis para que o aceitem? Se com as leis é difícil a igualdade, como será sem elas? Como será meu filho na fase adulta?'. Estas são algumas indagações e angústias que permanecem", declarou a presidente da Comissão.

Patrícia Prins destaca ainda: "Então, cidadãos, aceitemos as diferenças, tenhamos empatia e lutemos, apesar das dificuldades, por uma sociedade mais inclusiva".