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OAB de Niterói premia hoje finalistas do 'Concurso de Crônica e Poesia'

OAB de Niterói premia hoje finalistas do 'Concurso de Crônica e Poesia'


A OAB Niterói abre as portas hoje para a arte literária, quando realiza a premiação do "Concurso de Crônica e Poesia", reunindo grandes escritores da cidade. O concurso tem como patronos os advogados Alaôr Eduardo Scisínio, na categoria Crônica; e César de Araújo, na Poesia, cujos familiares já confirmaram presença para receber a homenagem especial. A importante solenidade, que acontece às 18 horas, no auditório da entidade, contará com a participação do diretor-tesoureiro e presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ, Luciano Bandeira, e do presidente da OAB Niterói, Antonio José Barbosa da Silva. E a apresentação do Coral da entidade.
 
Os autores premiados na categoria "Crônica" foram: Beatriz Crespo Dinis (1ª lugar), com a obra "Tudo de bom pra você"; Luiz Gonzaga de Freitas Abreu (2º lugar), com "Aquele rosto" e Maria Paula Seixas da Silva (3º lugar), "Na praça".

 

 

E em "Poesia": Gervásio Miguel (1º lugar), com "Extremo", João Antônio da Silva (2º lugar), com "Paisagem no sertão" e Rita Maria Paulina dos Santos (3º lugar), "Sedução". Haverá, ainda, uma moção especial ao advogado e escritor Sylvio Carlos Machado Antunes, pela participação com o conto "Por linhas tortas".

Promovido pelo Departamento de Cultura e Eventos, dirigido por Fernando Dias, e Escola Superior de Advocacia (ESA), cujo diretor é Indio do Brasil Cardoso, o concurso teve como jurados, nas crônicas, os escritores Márcia Maria de Jesus Pessanha, educadora e imortal das Academias Fluminense de Letras e Niteroiense de Letras, bem como do Cenáculo Fluminense de História e Letras; Sonia Peçanha e Gilson Herval, com várias premiações em concursos, e nas  poesias: Paulo Roberto Cecchetti, da Academia Niteroiense de Letras  e do Cenáculo Fluminense de História e Letras; Sávio Soares de Sousa, das Academias Fluminense de Letras e Niteroiense de Letras, e Luiz Antônio Barros, da Academia Niteroiense de Letras.

Premiação

Os premiados receberão uma moção pela participação no evento e será concedido um vale-bolsa pela Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB Niterói ao primeiro classificado de cada categoria, que poderá escolher o curso de extensão desejado. Os dez primeiros classificados receberão também um Certificado de Participação.


OAB Niterói sempre na vanguarda

A "Primeira antologia poética dos advogados do Rio de Janeiro" foi organizada pela OAB Niterói, em 1988, na gestão de Solange Mattos. César de Araújo, patrono do concurso de 2016 na categoria Poesia, foi um dos organizadores e participou da banca julgadora. Interessante é que quem ganhou o Prêmio Subseção Niterói, com a poesia "Fez um poema na força", foi Alaôr Eduardo Scisínio, patrono da categoria Crônica do atual concurso. Para completar, no ano de 2001, na gestão de Indio do Brasil Cardoso, a OAB Niterói lançou o prêmio Casa do Advogado, tendo novamente César de Araújo na comissão julgadora.

"Estou feliz em ver resgatado um projeto tão marcante, plantado em 1988, mantido no triênio 2001/2003, quando estávamos à frente desta Subseção, e agora prestigiado pela Comissão de Cultura e Eventos", exalta Indio do Brasil Cardoso, atual diretor da ESA Niterói.

Alôr e César

Alaôr Eduardo Scisínio nasceu em 1927. Foi advogado, jurista, jornalista, contista, poeta e historiador. Conselheiro da OAB-RJ por nove mandatos consecutivos, assumiu a Escola Superior de Advocacia da OAB RJ em 1997.  Exerceu também os cargos de procurador-geral e secretário de Cultura do município de Niterói. Publicou 19 livros, dentre eles: "Itaocara - Uma Democracia Rural" e "Dicionário da Escravidão". O intelectual itaocarense faleceu em 2000.

Nascido em Vitória, no Espírito Santo, César de Araújo veio para Niterói em 1960, quando constituiu família. Formou-se em Direito, foi advogado, ator e escritor, além de funcionário público estadual e municipal. Notabilizou-se nos anos 60 e 70 pela combatividade política e se tornou conhecido como o "poeta universitário" com a poesia "Canto de morte e enterro do menino de Belém", escrita após a morte do estudante Edson Luiz, em 1968.

Como diretor cultural da OAB Niterói, organizou importantes eventos ligados à literatura. Seu último livro, "Um sol maior que o sol", foi publicado em dezembro de 2006, depois de sua morte, que se deu em 17 de janeiro do mesmo ano.



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