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Presidente da OAB de Niterói critica manifestação de Rodrigo Maia contra a legislação trabalhista

Presidente da OAB de Niterói critica manifestação de Rodrigo Maia contra a legislação trabalhista. "Foi de uma infelicidade extrema"


 
O presidente da OAB de Niterói, Antonio José Barbosa da Silva, disse hoje que a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é fora do esquadro e deixou abismada a advocacia, os sindicatos de empregados e a Justiça do Trabalho, ao pregar o desaparecimento dessa Especializada, que presta grandes serviços na conciliação dos direitos dos empregados e dos empregadores, uma vez que o capital e o trabalho, apesar de se posicionarem em lados opostos, precisam caminhar juntos, pois um não sobrevive sem o outro.
 
Antinio José considerou de uma infelicidade extrema, com uma sustentação autoritária e não condizente com a realidade dos fatos num país que paga mal ao trabalhador, que, em sua maioria chega ao fim do mês completamente duro. Isso sem falar dos milhares que estão desempregados por culpa exclusiva do governo. Deixou, até hoje, na rua da amargura, mais de 12 milhões de trabalhadores.
 
Afirma o presidente da entidade: "É culpa da Justiça do Trabalho ou da péssima administração do dinheiro público?"
 
O pior é que o país está fervilhando numa crise sem precedentes que contou com uma ajuda do Congresso Nacional, segundo o presidente: "Sempre, em sua quase totalidade, diz amém ao Executivo. Tem-se, agora, dois lindos exemplos: as questionadas reformas da previdência e da legislação trabalhista".
 
Para as maldades, há sempre espaço, ressalta Antonio José.
 
Lembrou que a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho do Estado do Rio, presidida pela juíza Cléa Couto, na hora certa, criticou o parlamentar, por afirmar que a “a Justiça do Trabalho  não deveria existir, que seus membros tomam decisões irresponsáveis”.

Em outro trecho, enfatiza:
 
"Não obstante, a declaração feroz contra a Justiça do Trabalho serviu para que seu eleitor trabalhador saiba o que pensa o deputado sobre o setor do Poder Judiciário incumbido de equilibrar as relações entre capital e trabalho e diminuir as desigualdades sociais que podem, essas sim, majorar a crise já instaurada. Diminuir as desigualdades sociais, aliás, deveria ser um compromisso também do Legislativo dentro de suas atribuições".
 
Ele indaga: como vão ficar as coisas, depois desse pronunciamento bombástico?
 
"Só o tempo dirá, ou melhor, os senhores deputados e senadores. Mas tudo que acontecer terá o aval do Executivo\\\\\\\\\\\\\\\'.
 
Até lá, contudo, há necessidade de uma forte mobilização para tirar do cardápio legislativo essa malfadada ideia, que deixará os trabalhadores de tanga, realça Antonio José.
 
É tudo ou nada, assegura.



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