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Presidente da OAB de Niterói afirma que os deputados criam a terceirização para facilitar o capital

Presidente da OAB de Niterói afirma que os deputados, ao mesmo tempo que propõem incorporação da gorjeta ao salário, criam a terceirização para facilitar o capital

 

 
O presidente da OAB de Niterói, Antonio José Barbosa da Silva, afirma que os deputados federais têm  posição sui-generis ao defendem o esvaziamento do direito do trabalho. Esquecem que eles mesmos são os legisladores, aprovam as leis que os operadores do direito vão aplicar. Há pouco propuseram a incorporação das gorjetas aos salários, provocando o maior rebuliço nos hotéis, bares e restaurantes. A lei já está em vigor.
 
Agora, em placar apertado, a Câmara ontem aprovou discutível terceirazão, medida  que só beneficia o  capital, sob o lero-lero de que facilitará a contratação. É balela pura que o dia a dia mostrará.
 
Eles se vangloriam da conquista pelos sete mares do planeta, carcomido pela poluição predatória e pelos que fingem não ver. Mas bastou  falar em CLT para que a grande maioria dos congressistas passe a rogar praga. Esquecem que as leis trabalhistas não são responsáveis pela recessão, pelos desníveis sociais, etc.
 
Um aparte: nem no regime dos militares houve qualquer implicância com a legislação trabalhista, lembra.
 
Destaca que, agora, com os novos donos da verdade - por sinal, em baixa perante a opinião pública - as reformas das leis trabalhista e da previdência social são a nova estrela desse grupamento da maldade. Só se fala nisso e a justificativa é o crescimento do Brasil, esquecendo-se que se o país está em crise não é por culpa do trabalhador e dos empresários. A situação caótica, segundo Antonio José, resulta da péssima administração que deixou o Brasil no fundo do abismo, com o apoio de quase todos os partidos, da esquerda, da direita e do centro.
 
O ilustre deputado Rodrigo Maia, no entender do presidente, antes de querer desmontar a justiça trabalhista, deveria primeiro pensar nos seus pares que são favoráveis e nos projetos apresentadas no Congresso e transformados em lei para beneficiar o empregado e o patrão.
 
"Sem egislação trabalhista o problema se agravará. Precarizar não é nem nunca foi solução. Somente trará maiores prejuízos para os empregados com a balança estourando a boca do balão para o lado mais fraco".
 
Num país em que o emprego sem carteira assinada é uma constante, geralmente por falta de uma fiscalização eficiente, já imaginaram com a precarização reinando nesse imenso país? , indaga. "O trabalho escravo, praticado por empresas brasileiras até mesmo em outros países, beneficiado por restrições à divulgação de lista negra destes maus empregadores? Só Deus poderá ajudar".
 
Os congressistas têm de pensar com muito cuidado para não cometer harakiri e não acompanhar o governo no suicídio, diz o presidente da OAB de Niterói.
 
"O trabalho merece um tratamento VIP e não somente o capital. Não se pode quebrar a união que sempre existiu e beneficiar somente o lado patronal".
 
É a verdade por inteiro, sem lé nem cré´, finaliza Antonio José.



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