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Palavra do Presidente: Desistir, jamais

Desistir, jamais


 
Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói
 
“Se ficar o bicho come; se correr o bicho pega”. É um manjado dito popular da roça, que vai servir de argumento para o caso em tela.
É como está a população de Niterói no meio de tantos assaltos, tiroteios entre traficantes para se defender ou tomar redutos dos “coleguinhas” da facção, em princípio sem solução viável.
A bandidagem se encontra no maior paraíso, não temendo a força da polícia e muito menos o poder da justiça. Não dá a mínima para a população, inquieta com tanta falta de segurança.
Os moradores não estão mais seguros em casa, nas ruas e os motoristas, motociclistas e ciclistas  (nem é bom falar!), comendo  o pão que o diabo amassou.
É preciso que o contingente da PM em Niterói volte ao status quo ante, estimado em 1.400 homens e mulheres, para permitir que os policiais, que estão com o salário atrasado e são, ainda por cima,  mal remunerados,  possam pegar esses bandidos na fonte ou em trânsito.
Hoje o que mais se observa  são PMs sendo assassinados ou feridos gravemente no cumprimento do hercúleo trabalho de policiamento ostensivo, em busca dos malfeitores.
Inclusive, o prefeito Rodrigo Neves passou a ajudar os policiais para compensar o baixo salário e os atrasos no soldo.
A segurança tem de estar no mesmo nível da educação e da saúde, porque ela representa a garantia de vida para a população. Portanto, não pode ser tratada sem o devido suporte.
 A insegurança  na ex-capital fluminense é terrível. Em quase todos os morros vê-se bandidos armados circulando com fuzis e armas de grosso calibre. Desafiam a polícia quase diariamente, talvez por confiar na supremacia do poder de fogo marginal.
A solução é aumentar o número de policiais, que se não bastasse ainda têm de tomar conta da segurança dos moradores da vizinha Maricá.
 É o único antibiótico para imunizar a população dos marginais de todas as idades.
Ao inverso, os bandidos continuarão sua  vida regada a mel e os PMs,  comendo fel e morrendo. É total inversão de valores.

(Publicação em O Fluminense de 7-4-17)



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