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Baleia Azul não é um jogo

Baleia Azul não é um jogo


Por Victor Poubel
 
Em tempos de violência e balas perdidas ceifando vidas, que se tornou um problema nacional de segurança pública, apareceu mais um instrumento de ataque à dignidade de crianças e adolescentes, um tal de "Baleia Azul" se dizendo um jogo de tarefas e desafios. Porém, não é um jogo! Na verdade, se trata de mais uma forma macabra de abuso e exploração dos jovens através de procedimentos de manipulação de consciências e comportamentos.
Os predadores on-line do "Baleia Azul" usam variadas técnicas de aproximação e induzimento utilizando sempre perfis fakes, tudo ardilosamente idealizado para destruir suas resistências naturais a um contato de pessoa estranha ao seu convívio. Superada essa etapa, aproveitando-se de fragilidades de toda ordem, passam instruções para o cumprimento das tarefas, mudanças de fase e das postagens dos feitos na internet.
São psicopatas virtuais que não possuem sentimentos, não se importam com quem quer que seja, nada querem brincar ou se divertir com seu interlocutor, mas sim ter o prazer de assistir um sofrimento alheio e gerar transtornos familiares ou sociais. Por isso, as melhores polícias do mundo, como a PF e o FBI, já se debruçam sobre o problema. Certamente, em pouco tempo, pessoas serão presas e processadas pelos crimes que cometeram.
Até lá, cuidados deverão ser adotados para evitar o ingresso de jovens no "Baleia Azul", ou outra cilada qualquer da Internet. Em conversa com renomados especialistas em segurança da computação e psicologia juvenil, foram transmitidos alguns relevantes conselhos e de fácil aplicação na relação pais e filhos:
1-Cuide de sua relação familiar. Pais e filhos próximos nutrem confiança mútua. Esse envolvimento feito com muito amor, diálogo, paciência e respeito, afasta a aproximação de pessoas ruins.
2-Conheça os amigos dos seus filhos e, se puder, os amigos dos amigos deles. Muitos jovens acham que sabem de tudo, quando na realidade são principiantes num mundo feroz.
3-Visite o quarto dos seus filhos todos os dias. Mantenha as portas abertas. A privacidade não pode servir de motivo para fazer o que quiser. A responsabilidade dos jovens não nasce de uma hora para outra, um descuido pode ser o que os abutres virtuais desejam.
4-Jamais deixem seus filhos colocarem dados pessoais ou fotos sensuais nas redes sociais. A exposição em demasia atraí os predadores.
5-Restrinja a internet a sites que realmente confiam (via roteador Wi-Fi). A internet é um mundo sem fim, razão pela qual é prudente construir controles e limites.
6-Observe algum comportamento diferente do seu filho. Se antecipar ao perceber um mínimo sinal, será importantíssimo. Um problema emocional pode levar um jovem a comportamentos impróprios. Como muitos pais trabalham durante o dia, peçam que empregadas ou cuidadoras fiquem de olho e comuniquem qualquer anormalidade.
7-Descubra quem são os educadores dos seus filhos. Saibam o que pensam e que tipo de informações interagem. O jovem pode ainda não estar preparado para recebê-la. Daí, pode desencadear reações indevidas ou fantasiosas.
8-Remova os aplicativos nocivos ou desconhecidos dos celulares e computadores. Restrinja a instalação de apps. Troque senhas habitualmente. Com isso, se evita a instalação de malwares (software malicioso) sem saber. Muitos jogos também trazem dependência física, visual e motora.
9-Quando estiver com seu filho, evite ficar manuseando a todo momento seu celular. Isso pode transmitir uma sensação de distanciamento e de pouca importância afetiva, dando espaço para pensamentos inapropriados. A valorização das pessoas e do convívio familiar impede a aproximação dos abutres virtuais.
10-Veja o que seus filhos estão postando ou compartilhando pelas redes sociais. Muitos se trancam em seus quartos, formando um mundo à parte, acreditando numa fictícia independência. Hoje tudo vai parar na internet, mesmo que de forma involuntária ou por uma simples aventura do momento. Um click de enviar poderá ser fatal.
11-Jamais deixem seus filhos integrar grupos de WhatsApp e chats com pessoas desconhecidas. O mesmo raciocínio vale para a aceitação de amizade no Facebook e de participação em jogos on-line.
12-A escola, professores e pais devem conversar sobre o problema, visando a cooperação na orientação e fiscalização dos jovens.
Enfim, não se pode baixar a guarda. Havendo sinais de avanço dos predadores on-line, comuniquem a polícia.

(Victor Poubel é delegado federal)



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