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Palavra do Presidente: Velório

Velório


 
Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói

 
Um casal se aposenta na época prevista. O homem recebe  aposentadoria no valor de R$ 4.100,00, a mulher, de R$ 3.900,00, perfazendo uma renda mensal de R$ 8.000,00.
 
Tudo justo, sensato e humano, pois contribuíram ao longo de sua vida produtiva para obter o benefício.
 
Acontece que se um morre, como ficará o rendimento mensal de  R$ 8.000.00?
 
Pelo direito de hoje, o sobrevivente fica com a aposentadoria e com  a pensão.
 
Mas pelo pacote da maldade (reforma da previdência) esse direito vai para o  buraco.
 
Se  for o homem, ela poderá optar pela pensão do falecido por ser maior e seus proventos de aposentada vão para o espaço. Se for a esposa, com certeza ele opta pela  aposentadoria que já recebe. E a pensão da mulher vai ser enterrada num túmulo com sete palmos de terra,
 
O casal trabalhou uma vida e quando, já idoso, quando mais necessita, o cônjuge sobrevivente se vê desfalcado de uma parcela que vai fazer muita falta.
 
O total cai de R$ 8.000,00 para R$ 4.100,00.
 
É uma injustiça clamorosa.
 
Cabe aos excelentíssimos deputados do governo consertar essa maluquice desmedida.
 
A reforma da previdência está repleta de malvadeza, como ocorreu com a reforma das leis trabalhistas, onde a força do leão prevalecerá sobre o cordeiro.
 
É fora de dúvida que somente um milagre vai dar juízo contra as ações de malvadezas perpetradas pelo executivo e pelo legislativo.
 
Os bispos, os pastores, os sindicatos e o povo já caíram em campo. Mas parece que os deputados estão com o diabo no corpo e doidos para praticar mais essa maldade continuada. Na reforma trabalhista, ainda há esperanças de que a draconiana maldade tenha um final feliz, por parte dos senhores senadores.
 
Algo terá de ser feito, com urgência, para acabar com esse demônio.
 
Do contrário, o mal prevalecerá sobre o bem.
 
Que os deputados, senadores e  o executivo pensem na malvadeza.
 
Juízo e mais juízo é o que  se aguarda e torce.
 
(Publicação em O Fluminense de 12-5-17)



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