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Palavra do Presidente: Sem palavra

Sem palavra

 
Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói
 
Um engraçadinho  que somente anda em transporte coletivo comentou com um  companheiro:
“Vou tirar  um sarro com aquela gata, um filé mignon da melhor qualidade e uma gostosura de tirar o chapéu até de defunto”.
Dito isso, começou a importunar a dita cuja, que irritada, ameaçou: “vou acionar com um assédio sexual”.
O diálogo é uma ficção para mostrar um problema que  atinge as mulheres no transporte ou em alguma aglomeração.
Segundo o deputado federal Alfredo Nascimento, esse comportamento gera a aplicação de danos sexuais, porque sujeita a mulher de maior ou menor de idade a constrangimentos e humilhações.
Os gestos obscenos igualmente tem o efeito colateral na própria vítima e  provocam maledicência, diz o parlamentar.
Tem inteira razão o deputado.
Hoje em dias há um tratamento dispensados às mulheres  com o objetivo primordial de protegê-las e procurar deixá-las bem longe da maldade, da maledicência, com a finalidade de assegurar uma melhor confiança tanto em casa como nas ruas.
As medidas que estão sendo adotadas pelo Legislativo e Executivo são medidas importantes e necessárias para resguardar  a  integridade física e moral das mulheres que tornam a vida mais  bela.
Mais decisões  precisam ser adotadas para que elas continuem a ter o tratamento que merecem. Trabalham, cuidam do lar e da família com o maior amor e não é possível, portanto,  que continuem a ser assediadas por homens metidos a garanhão ou aqueles que não podem ver um rabo de saia para ficar assanhados. Muitos dos quais incluídos no rol de  cão que ladra não morde.
 É uma forma de compensar os desarranjos e mostrar que são os maiores. Contudo, os conhecidos sabem que é  uma  mentirinha.
As mulheres merecem ações efetivas, como as deste deputado que se preocupa com os direitos dessas jóias, ao inverso dos que ficam tentando aprovar pacotes de maldade, liderados pelo presidente Temer e  presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
As mulheres  aguardam novas medidas.
 
(Publicação em O Fluminense de 26-5-17)



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