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Palavra do Presidente: Depende

Depende

 
Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói
 
Quem está com cotação alto nos meios políticos? Quem não dá   uma folga em seus programas políticos? Quem são? Adivinhem?  Nada menos que as mulheres.
Diariamente,  são cortejadas para se filiar às agremiações  com apelo para o seu ego. Afirmam que existem poucas mulheres na vida pública e elas são necessárias para aumentar a representação, a fim de se tornaram brilhantes com sua participação.
Não deixam de ter razão. Hoje a política ainda não atrai as mulheres, talvez por não confiarem nas siglas, nos programas e nos seus dirigentes. É uma desconfiança geral.
Pudera,  em meio a tantos turbilhões, elas não deixam de ter motivos mais que suficientes para o temor.
Nas eleições para as subseções da OAB  houve um vendaval de procura tão intensa de mulheres que deixou muita gente de queixo deslocado.
Razão: acreditam na entidade e na sua luta em defesa da classe.
A política é de um óbvio ululante: é preciso corresponder à vontade da sociedade e o primeiro passo são os partidos se enquadrarem  nas idéias, independente de ser de direita, de centro ou de esquerda. Há necessidade de credibilidade.
Deixar de lado a máxima "para os amigos tudo" ou "faça o que eu digo, mas não faça o que faço". São dois petardos.
Acredita-se  que somente assim as mulheres vão comparecer em massa para a filiação sem precisar de apelos e mais apelos.
As mulheres, realmente, estão divorciadas da política, não por culpa delas, mas pela falta de interesse e de dirigentes que apenas pensam neles e nos conchavos.
Não querem saber da opinião dos eleitores e fazem acordos incríveis, além de contarem em seus quadros com uma minoria que não gosta de largar o osso, mesmo que a cobra esteja fumando charutos de Cuba, tomando uísque  da Escócia ou bebendo vinhos franceses.
Com um programa atraente, com toda a certeza as mulheres vão procurar os partidos sem apelação.
Não será preciso acenar para a inteligência ou cultura das mulheres ou colocar deputadas bonitas para servir de atração.
Podem, sim, deixar com água na boca os homens e não as mulheres, o principal alvo da propaganda.

(Publicação em O Fluminense de 16-6-17)



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