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Palavra do Presidente: Tiro ao alvo

Tiro ao alvo


 
Por Antonio José Barbosa da Silva - pressidente da OAB de Niterói
 
Numa circulada, por volta das 23h30m,  pelas avenidas Vieira Souto e Atlântica, na zona sul do Rio, Alberto Torres, Quintino Bocayuva, Charitas e Jurujuba, em Niterói, foi preinsenciado um triste quadro: todos os bares e restaurantes sem uma viva alma.
 
Não é só pela crise que assola o país de Norte a Sul, de Leste a Oeste mas, principalmente, pela violência que explode no Rio e em Niterói, tirando  o  sono e o sossego da população indefesa ante tantos tiros e rajadas de metralhadora da bandidagem.  É uma insegurança total.
 
É matança de  inocentes e policiais, com o mínimo de baixa para os criminosos, primários (são os piores por falta de experiência) e  veteranos (mais calmos e frios).
 
O perigo ronda e a população temerosa prefere ficar  em suas casas a se expor à maldade dos facínoras e quem acaba pagando  o pato é  o comércio noturno. Vai chegando às 22 horas todo mundo se manda, pois ninguém quer ter o desprazer de encarar um marginal  armado até os dentes. Marginal de todas as idades, diga-se por questão de justiça e  para evitar discriminação, rsrsrs.
 
O comércio está assustadíssimo porque vê as vendas andarem para trás, numa  época já de vacas magras ou magríssimas como aquele gado que anda pelo Nordeste em busca da salvação da lavoura, a bendita água.
 
O problema é muito sério e há necessidade da adoção de medidas urgentes e imperiosas para acabar com a sede assassina desses ladrões, traficantes e assessores do crime.
 
Qual o jeito? É difícil a solução, a não ser para aqueles que pregam o desarmamento da polícia a fim de deixar as armas  na mão das ovelhas negras e irrecuperáveis.
 
Da cadeia, eles não têm medo. Sabem que basta ter um bom comportamento ou ler algum livro que contarão  com o regresso da pena.
 
O que fazer então como solução?
 
Só resta a sociedade continuar a assistir pacificamente aos assaltos e à guerra entre os traficantes em busca de “morada” mais lucrativa? Não.
 
Surgimento de milícias para representar o papel justiceiro? Não.
 
Qual   o caminho a seguir, além do aumento de policiais?
 
Está difícil.
 
É melhor tentar apostar para conhecer o resultado. Só não pode dar empate nem aparecer algum voto minerva para desempatar.
 
Ai, já viu.
 
Resta aguardar o resultado para ver a solução.
 
(Publicação em O Fluminense de 22-6-17)



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