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Voltando ao tempo das cavernas

Voltando ao tempo das cavernas


 
Por Victor Poubel


Num tempo remoto, o ser humano habitou as cavernas buscando sua proteção num mundo em que predominava a força dos animais gigantes e ferozes, que nos tratavam como presas suculentas. O homem saía dos seus domínios para caçar seus alimentos, e por vezes sucumbia diante da lei do mais forte, perdendo sua vida. Pouco se relacionava com outros de mesma espécie, que vez ou outra se envolvia em disputas.
Há milênios os animais pré-históricos foram extintos, e o ser humano sobreviveu, saindo vitorioso em sua evolução. Ao assumir a supremacia do território, transformou a sua inteligência numa arma silenciosa que pode fazer tanto o bem quanto o mal. Os alimentos, antes escassos, passaram a ser produzidos em larga escala para atender as grandes massas, que formaram sociedades em torno da civilidade e conferiram a um Estado o poder de governar.
Os tempos mudaram, mas os acontecimentos ressurgem em repetição na história pelo perpétuo avanço insano de uns sobre outros, movidos pela ganância e soberba, pouco se importando com suas consequências. E o pior, a reação definida pela sociedade, dentro dos padrões escolhidos de preservação da convivência através da lei e da ordem, não tem surtido o efeito esperado, provocando um desolador esfacelamento das relações humanas.
Se num dado momento as cavernas eram verdadeiras fortalezas, a engenharia surgiu para construir casas com jardins, dando conforto ao ser humano. Contudo, a concentração de pessoas num determinado local, trouxe concomitantemente progresso e problemas, que aliados ao pouco espaço, levaram à formação de edificações para que houvesse regulação e satisfação das preferências habitacionais.
Diante do crescimento da violência, vieram os ofendículos para resguardar o patrimônio. Residências, fábricas e lojas passaram a ser cercadas por muros altos e grades de ferro, que todavia deixaram de ser suficientes pela hostilidade dos bandidos. Em constante adaptação ao meio, passou-se então à contratação de vigilantes e colocação de dispositivos modernos de segurança como câmeras e alarmes, sempre visando impedir a ação da criminalidade.
Num tempo em que nem na barriga da mãe se está seguro, as pessoas de bem se sentem bastante intimidadas e acuadas pela visível restrição da liberdade de ir e vir, incrédulas pela complacência de um poder público que tarda a agir para restabelecer a paz social. Desse modo, a bandidagem se estimula a operar pela fragilidade das ruas e vidas são ceifadas. Continuando nesse ritmo, haja caverna para nos proteger.

(Victor Poubel é delegado federal - Fonte: Jornal Extra)



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