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Palavra do Presidente: Jogando junto

Jogando junto


Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói
 
Por que as Forças Armadas estão em primeiro lugar no conceito da sociedade, tomando  por base a Rocinha, no Rio, como último modelo entre  centenas?
A explicação é facílima; é moleza.
Aonde chegam impõem respeito e ordem na casa. Estão sempre dispostas a atender aos anseios da sociedade, sempre que convocadas em diversas épocas, presentes e passadas. São requisitos que servem para emoldurar e dar suporte à  nota 10, com louvor.
Na Rocinha, a maior comunidade do estado, o Exército, a Marinha e  a Aeronáutica botaram os sanguinários bandidos para fugir e  muitos estão na cadeia, trazendo paz, garantia e segurança à população.
Estão sempre em sintonia com os anseios da sociedade, por isso esse conceito, em defesa da segurança nacional.
O Exército, a Marinha e a Aeronáutica nunca deixaram o país  na amargura, sempre que há pedidos,  vão para a rua, impõe  a ordem e trazem segurança à população.
A Rocinha demonstra a crise que assola o  Estado do Rio, que atinge, principalmente, a saúde e a segurança. A saúde está entregue às traças e a segurança é um caos total. Nas polícias civil e militar faltam homens, armas de última geração e, para completar, os salários são baixos e estão atrasados.
A solução encontrada foi pedir apoio às Forças Armadas  para ajudar na fiscalização e permitir que as polícias civil e militar consigam colocar as pedras no tabuleiro, que se encontravam em desalinho.
Agora, a situação melhorou, mas o temor ainda existe. Contudo, a população já circula sem tanta tensão e medo pela ação das quadrilhas de traficantes que dominam vários pontos de venda e de bocas de fumo.
Realmente, ali os moradores da maior comunidade do estado estavam vivendo no maior inferno diante do quadro triste e tenebroso causado pelo fogo cruzado  dos traficantes e seus asseclas com suas armas de grande potência e última geração: fuzis, granadas e  pistolas de alta precisão.
A chegada do Exército, da Marinha e da Aeronáutica acabou com o viva, viva dos marginais para permitir que as polícias civil e militar pudessem trabalhar, apesar das dificuldades de homens e armas.
Mas nem tudo são flores. As Forças Armadas deixaram a Rocinha. É uma pena. Vão embora para outras regiões do estado. Contudo, podem voltar à Rocinha, se houver necessidade.
 Será que o trabalho de pacificação, em conjunto com as polícias civil e militar, está completo? Há um grande temor porque cabe ao estado ocupar o espaço dos marginais, cuidando da infraestrutura, da educação, do saneamento básico e meios para a convivência pacífica e ordeira do povo trabalhador e honesto que lá reside.
 
(Publicação em O Fluminense de 6-10-17)



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