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Palavra do Presidente: Melhor trilha

Melhor trilha


 
Por Antonio José Barboasa da Silva - presidente da OAB de Niterói
 
Em meio à recessão e ao grande desemprego, surgem para agravar os problemas os feriados nacionais, estaduais e municipais. É feriado para dar e vender e para todos os gostos. Causam verdadeiras trapalhadas  nas classes da advocacia e produtiva. Tudo para, e resulta na estagnação da nação, dos estados e dos municípios.

O pior é que, quando cai numa quinta ou terça-feira, a complicação aumenta: o estado mete o bedelho e tasca um ponto facultativo, atingindo a já lenta justiça estadual. É fogaréu puro.

Não é querer ser do contra, todavia, a verdade se encontra nesse belo exemplo.

Este mês, ocorrem  feriados de Finados, dia 2, e da Proclamação da República, no dia 15 (federais); o de comemoração da Consciência Negra, dia 20 (estadual) e do aniversário de Niterói, dia 22  (municipal).

As coisas, contudo, não terminam dessa maneira.

Há muito mais:  Natal, Ano Novo, Carnaval, Corpo de Deus, Tiradentes, Dia do Trabalho, 7 de Setembro, Nossa Senhora Aparecida, todos nacionais, isto sem contar os estaduais e  municipais pelos estados e municípios de Norte a Sul  e de Leste a Oeste do Brasil, está sem cartaz  por esse mundo afora.

 Há alguns anos,  havia uma decisão do governo de que quando o feriado caísse  no meio da semana, passava para segunda ou sexta-feira a fim de evitar os “enforcamentos” ou permitir o tal feriadão prolongado,  destinado a  parar a máquina estadual.

Aqui na ex-capital fluminense vai aconteceu isso. A turma emendou de sábado a quarta e curtiu uma bela praia motivada pelos feriados estadual do dia 20 e municipal no dia 22.

É ou não uma verdade hors concours?

Ao lado dos problemas causados pelo pouporri de feriados, o país passa por uma crise bem séria, onde só se fala no futuro, esquecendo-se dos problemas sociais, de segurança e econômicos.
 
O desemprego é latente com firmas fechando, reforma trabalhista no ar e a Previdência Social debaixo  da guilhotina.
 
O quadro é triste, menos para os políticos ligados ao governo. É tenebroso.
 
Pode-se começar pelo lado mais simples: acabar com os feriadões. Basta uma portaria, um decreto ou lá o que seja. O ministério da Fazenda bem que poderia encampar,  o que seria uma grande decisão em favor das classes trabalhadoras, da economia e do  Brasil.
 
Juntar os feriados numa sexta ou na segunda seria um benefício para todos.
 

Uniformizar os feriados é uma importante solução, para ajudar o  Brasil a sair do estado de enfermidade em que se  encontra.

 Feriados no meio da semana são contraproducente  sob qualquer ponto de vista.

É a mais pura e real realidade.
 
(Publicação em O Fluminense de 24-11-17)



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