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Palavra do Presidente: Vampiros, não

Vampiros, não

 

Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói

São engraçados os governos estaduais de querer botar no pedestal,  pressionando os deputados federais a votar e aprovar,  a toque de caixa, o famigerado projeto que abre as portas do jogo de azar. São notáveis em criatividade.

Os deputados estão doidos por esse aval, para dizer que um povo unido jamais será vencido, não para o bem comum, mas para a desgraça da sociedade. Parecem que esqueceram da perniciosa existência do jogo, antes da chegada do presidente Dutra. Numa canetada  só,  acabou com a farra.

Cassinos, como de Icaraí, da Urca e de Quitandinha, apenas para ficar nestes exemplos, foram  desta para melhor. O saldo foi trágico: muita gente endividada,  falência e  suicídio, mas beneficiou, sobremaneira, os donos dos cassinos. Ficaram  cada vez mais ricos e ricos.

Se os deputados tornarem realidade esta triste perspectiva, o Brasil voltará a ser  Las Vegas, nos Estados Unidos;  Punta Del Leste, no Uurugai, e Monte Carlo, em Mônaco.

Todos desejam tirar casquinha com os lucros das roletas, dos carteados, sem deixar de fora o jogo de bicho. Em vez de governarem para tirar os estados do miserê, buscam recursos com o intuito de livrar o Brasil da crise às custas da tragédia de seu povo.

É a busca do dinheiro fácil que a jogatina futura trará, se não for estacada na fonte através de participação da  sociedade.

Quem joga uma vez e ganha, é candidato fácil  e forte a entrar no time  dos viciados e endividados. Vai achar que sempre ganhará, primeiro passo para a degradação familiar e profissional.

Para o governo, tudo gira, em resumo,  em torno de arrecadação dos tributos pelo jogo. O político não quer saber dos efeitos, dos perigos e dos efeitos colaterais. O voto e as bases estão em primeiro lugar.
 
O purgatório e o inferno estão com superlotação de pessoas que entendem que com o resultado da jogatina  o Brasil amanhecerá como um jardim de belas flores.
 
O país necessita de medidas econômicas profundas para voltar a florir como as rosas perfumadas com odor inebriante. Não precisa da colaboração dos jogos de azar para superar a crise, porque essa solução trará problemas em elevada escala, ao invés de benefícios.
 
A sociedade  deseja distância dessa liberação, que traz a destruição do homem, podendo desencadear depressão, desgraça para as famílias e sua falência moral.
Acredita-se que o bom senso prevalecerá, com o afastamento em definitivo da jogatina. Mal por mal, chega de recessão, de desemprego, de corrupção e de desigualdades sociais.

O país não precisa dos jogos de azar para se aprumar. Basta tão somente trabalho. É uma nação com muitas reservas naturais e um povo ordeiro.

Jogatina, não; trabalho e luta, sim. São as bolas da vez.

(Publicação em O  Fluminense de 1-12-17)



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