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Palavra do Presidente: Empoderamento

Empoderamento


 
Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói


É difícil de  acreditar. Mas ultimamente tem sido ventilado na televisão, um “pouporri”  de anúncios que deixam os homens  de meia-idade frágeis sexualmente em relação às mulheres. São transformadas em super-girl.

É claro, que, no fim das contas, levanta o ego das mulheres, ainda mais agora, na onda do feminismo. Por qualquer ato, mesmo o mais inocente,  surge a figura do assédio sexual, que motivou uma briga de opiniões  entre as mulheres americanas e francesas.

Mas será verdade que a maioria dos homens necessita de estimulante sexual para dar conta do recado na câmara ardente e corresponder à expectativa?

Na propaganda, as mulheres estão com a corda toda  e os homens, coitados, só funcionam na base de remédios e estimulantes.

O problema, contudo, atinge os dois lados. Tanto um como o  outro, podem ratear. A diferença é que um tem a chance da simulação, enquanto o outro tem de ser pão, pão, queijo, queijo. Do contrário, vai ficar na rua da amargura, submisso ao fracasso e tendo de arranjar uma desculpa para justificar a falha do motor.

Pelo visto, virou mania apelar para o feminismo, com o homem sendo responsabilizado até pela impotência sexual, o que não deixa de ser uma apelação bizarra.

Provavelmente, daqui a algum tempo as mulheres poderão dizer que eles não dão no couro ou e levá-los aos tribunais.

Nem oito nem oitenta como insinua a propaganda. Há homens com mais de quarenta anos que podem negar fogo, mas  existem os que são encapetados. Do mesmo modo,  há outros em faixas de idades mais baixas que precisam de remédios mais poderosos. A venda de Viagra é um exemplo, segundo a medicina.

Na mesma esteira, ocorre com as mulheres,  umas grandiosas e outras apagadas ou semi na hora do vai ou racha.

O problema do homem em ser atuante é genético, do mesmo modo quanto às mulheres. Aqui não cabe o machismo ou feminismo, nem os anúncios de apelação, que a mulher ainda não conta, embora já haja estudos, em elaboração, lá fora nesse sentido.

Mas enquanto a mulher tem  a possibilidade de simular, o homem tem de corresponder para mostrar virilidade e poder de macho atuante, sempre disponível em qualquer situação.

O fraco passa por forte na base de estimulante, embora, é quase certo,  a cara metade percebe a potência de última hora.

A  verdade é que um pode fingir. O outro tem de passar por Rambo, mesmo sabendo que, no outro lado do espaço,  a companheira sabe e relega o poder do “furacão” de areia.

A vida é assim: os dois estão endiabrados ou um finge que não sabe. E  haja estimulante para um embromar o outro.
 
(Publicação em O Fluminense de 9-3-18)



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