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Palavra do Presidente: Penalização em dobro

Penalização em dobro

 

Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói
 
Quem já ouviu falar em Miro, Monet, Renoir, Cézanne, Van Gogh, Picasso, Leonardo  da Vinci?  É uma constelação de renomados pintores que marcaram época nos séculos passados e cujas obras valem milhões e milhões de dólares.
Contudo, se indagarem quem é Pelé, Neymar, Messi ou Cristiano Ronaldo, o Brasil inteiro tira de letra. São craques famosos que valeram e valem uma fortuna de deixar de queixo caído  multidões que lotam as arenas, novo nome para as arquibancadas.
Vamos continuar no pingue-pongue para atiçar a memória.
Lutero, Edson, Thomas Jefferson, Robespierre, César, Marco Antonio,  Joaquim José da Silva Xavier, Alexandre, o Grande, Lucrecia, Chaplin, Ana Néri e Churchill integram esse time para pôr mais lenha da fogueira e a mente  trabalhar.
Mataram a charada ou está complicado?
E  agora para terminar: que são ou foram Carlos Lacerda, Roberto Silveira, JK, João Figueiredo, Brizola, Collor, Roberto Marinho, Oscarito, Zeca Pagodinho, Alcione, Waldir Calmon, Ed Lincoln, Roberto Carlos, Dalva de Oliveira, Zé Kéti, Pixinguinha, Sinatra, etc.?
Essa é barbada; é pão com mel.
O texto tem a finalidade de realçar como o ensino no Brasil está chocho. Está um fiasco. São praticamente as mudanças das grades escolares que deixam o povo brasileiro ignorante da realidade da história. Só se lembram do arroz com o feijão. É uma pena.
O modismo prevalece e os vultos que marcaram e marcam época por esse mundo afora vão para o espaço sideral.
A história está  saltitando, mas os governos brecam, sem  a menor cerimônia, como se tudo estivesse preso ao dia a dia sem a existência do passado.
Realmente, parte do contido no texto é realmente difícil para ser respondida, mas serve de alerta a fim de demonstrar que a educação no país regrediu. Salvo melhor juízo, ela está capenga. Está morrendo na praia, sem que ninguém busque  lançar um salva-vida.
Todos  deveriam conhecer o papel de Thomas Edison (lâmpada), Chaplin (ator), Alexandre, o Grande (conquistador) Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) Churchill (inglês que marcou época com aquela celebre  frase “só tenho para oferecer sangue, suor, lágrima e trabalho”) . E por aí vai.
Ninguém pode viver sem o passado, ou melhor, sem a história do país e das nações.
Ao inverso, vão ser leitores de celular.

(Publicação em O Fluminense de 20-4-18)



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