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Palavra do Presidente: Ao léu

Ao léu

Por Antonio José Barbosa da Silva - presidente da OAB de Niterói

Bala para lá; bala para cá e ainda há gente que está lutando pela liberação das armas como acontece nos Estados Unidos. Esquecem dessas matanças que acontecem lá por efeito dessa prática. Vire e mexe há mortes em série.

É uma pena que existam defensores dessa liberação sob o pretexto de dar munição à população para se defender dos criminosos, voltando à era do dente por dente, olho por olho (Lei de Talião).

Aqui já existe o movimento para a liberação do jogo de azar e dos tóxicos, sempre sob o argumento de trazer receita para os falidos cofres públicos dos governos. É a mesma ladainha para facilitar o crescimento da indústria bélica.

Em síntese: mais dinheiro.

A liberação das armas é de um efeito nocivo, o mesmo se pode dizer dos jogos e tóxicos. O primeiro fere ou tira a vida e os outros dois degradam, com endividamento, falência e hospício.

Já imaginaram a liberação geral das pistolas, revólveres e espingardas? Seria um inferno astral.

Nos Estados Unidos, a maior nação democrática do mundo, os problemas de matança se sucedem em ritmo quente. Já pensaram, aqui no Brasil, que quer chegar a uma grande nação, o que aconteceria? Só Deus pode saber.

Andar com armas é privativo das Forças Armadas e polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária e alguns organismos de segurança autorizados.

Apesar disso, surgem os bandidos com armamentos pesados, as milícias e os avulsos clandestinos.

O clima de bala para lá e bala para cá vai ser uma loucura, o que aumentará o trabalho da polícia e da justiça em busca dos culpados.

Nos Estados Unidos já há um forte movimento para bloquear a venda de arma ao bel prazer e existe uma grande parte da população que é favorável. É uma nação com muito gás para a movimentação dar certo.

O Brasil é um país despreparado para o movimento de tal envergadura, duramente criticado na maior e mais poderosa nação do mundo.

Por aqui, caso esse movimento fosse vitorioso, seria um desastre total. Por qualquer besteira, um mataria o outro ou mandaria para o hospital.

Abortem esse movimento e deixem a cargo dos órgãos de segurança competentes para essa tarefa, que já não fácil devido à deficiência do aparelho policial e escasso material humano.

O resto é conversa para boi dormir.

(Publicação em O Fluminense de 27-4-18)



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