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Palavra do presidente: Sem lógica

 

Palavra do presidente: Sem lógica


Por Antonio José Barbosa da Silva, presidente da OAB de Niterói


O Senado quer arrochar ainda mais os homens que gostam de maltratar as mulheres. Vai atingir o ponto fraco.


Aquele que matar, ferir ou estuprar companheira ou ex pode perder o poder sobre a família, de acordo o que consta no Projeto de Lei da Câmara (PLC 13/2018 que está para ser votado pela Comissão de  Constituição, Justiça e Cidadania.


Pelo visto, eles não estão nem ligando para as consequências. Há pouco tempo  a comissão aprovou outra medida que mexe com o bolso dos agressores: obriga quem bater em mulher a ressarcir à Previdência pelos gastos decorrentes da malvadeza.


É um problema que parece não ter fim.


Toda hora surgem medidas para frear o ímpeto dos agressores, mas não surgem efeito na prática, obrigando os deputados e senadores a bolar algo mais.


Até hoje existem muitas decisões para tentar por um fim nessa pendenga. Os brutos de araque  não têm medo nem das decisões judiciais. Parece ser uma tendência nata.


Matar, ferir e estuprar  integram a índole desses seres humanos, uma minoria, a bem da verdade. Do contrário, não se justificariam as mortes e outras maldades.


Os exemplos expostos são de uma evidência cristalina, dando a entender que os desalmados não temem os reflexos da lei e não têm medo da qualquer punição, até da cadeia.


Nessa altura, pelo visto, serão necessárias maiores interferências do Congresso para dar mais munição à Justiça e tentar reduzir a ação dos agressores contra as mulheres.


A Lei Maria da Penha deu iniciou ao combate aos violentos que não respeitam as mulheres e as sucessivas decisões do Congresso têm essa finalidade precípua.


É preciso, portanto, que os homens perversos façam tratamento com algum psiquiatra ou psicólogo para acabar com a fobia de bater em mulher. Os profissionais encontrarão um jeito de domar a fera, com toda a certeza.


Não justo nem humano que as mulheres se tornem saco de pancada ou morram por ação nefasta desses criminosos em potencial. Mas é preciso que elas também tenham coragem e apoio para buscar ajuda, denunciando as feras humanas.


É necessária uma mudança de mentalidade que precisará do apoio de profissionais da área de saúde, para eles e para elas.

 

Publicação em O Fluminense de 1-6-18


 


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