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Palavra do presidente: Enxugar gelo

 

Palavra do presidente: Enxugar gelo


Por Antonio José Barbosa da Silva, presidente da OAB de Niterói  


O governo permitiu à Petrobrás o aumento quase diário dos combustíveis, entre eles a gasolina, diesel e gás, para zerar o déficit da empresa, conseqüência da política adotada pela administração passada.


Tudo correto.


Acontece que não previu os efeitos colaterais da política adotada pela Petrobrás, até então tida como certa: a constante alta do diesel conjugada com fatores internacionais, que levaram os caminhoneiros a promover uma greve para salvar a pele.


A confusão  resultou no que já era do conhecimento da população: falta de abastecimento e preços majorados por causa da escassez  de alimentos. De sobra, atingiu a gasolina  e o gás. Foi um salve-se quem puder.


Foi um efeito tenebroso, nunca antes ocorrido do país: uma população ilhada com falta de quase tudo, que prejudicou o transporte de ônibus e barcas, funcionamento de hospitais, da rede escolar, etc. Os motoristas ficaram sem condução por falta de gasolina.


A Petrobrás viu o lado dela para acabar com o rombo nas contas e o governo esqueceu dos efeitos, apesar dos constantes avisos. Não olhou para o presente e muito menos para o futuro, já previsível.


E deu no que deu.


Além do problema do diesel, o governo tem de levar em conta os quase diários aumentos da gasolina, que têm machucado, e muito, o bolso das pessoas que ainda têm condições de possuir um carro. A revolta é grande; é só ver os preços nas bombas. É um petardo.


De grão em grão, a Petrobrás procura sair do sufoco com a elevação dos preços. É cacetada no bolso dos motoristas.


Essa política da Petrobrás é problemática: beneficia a empresa e deixa na rua da amargura os consumidores de gasolina, álcool e diesel. É uma situação difícil de ser resolvida porque tem de atender a dois senhores. É complicado e desafiador.


O único que terá condições de resolvê-la é o governo para evitar o prejuízo da empresa e o agravamento no bolso do consumidor. De qualquer sorte, há necessidade de solução urgente.


Com a subida dos combustíveis, tudo subirá e aumentarão o desemprego, o comércio fechando as lojas, as falências, com reflexos no SPC. A inadimplência irá para a estratosfera.


Com a palavra, os donos da área econômica para destrinchar o quebra-cabeça.



Publicação em O Fluminense de 8-6-18


 


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